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Papa Francisco aos brasileiros: fortalecer o valor da vida

“Somos chamados a ser uma Igreja samaritana” (Papa Francisco)

O Papa Francisco dirigiu sua tradicional mensagem aos fiéis brasileiros por ocasião do início da Campanha da Fraternidade, na Quarta-feira de Cinzas. “Somos chamados a ser uma Igreja samaritana”, afirma.

Vatican News

“Que a Quaresma e a Campanha da Fraternidade, inseparavelmente vividas, sejam para todo o Brasil um tempo em que se fortaleça o valor da vida, como dom e compromisso”: esses são os votos do Papa Francisco aos brasileiros por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade.

Este ano, o tema é “Fraternidade e vida, dom e compromisso”, com o lema “Viu e sentiu compaixão e cuidou dele”.Ouça a mensagem

“Alegro-me que, há mais de cinco décadas, a Igreja do Brasil realize, no período quaresmal, a Campanha da Fraternidade, anunciando a importância de não separar a conversão do serviço aos irmãos e irmãs, sobretudo os mais necessitados”, escreve o Pontífice.

Citando trechos dos Evangelhos de Mateus e Lucas e documentos pontifícios como Laudato Si’ e Evangelii gaudium, Francisco recorda que a superação da globalização da indiferença só será possível se nos dispusermos a imitar o Bom Samaritano.

Esta Parábola nos indica três atitudes fundamentais: ver, sentir compaixão e cuidar. A Quaresma, escreve o Papa, “é um tempo em que a compaixão se concretiza na solidariedade”.

Francisco conclui pedindo a intercessão de Santa Dulce dos Pobres para que a “Quaresma e a Campanha da Fraternidade, inseparavelmente vividas, sejam para todo o Brasil um tempo em que se fortaleça o valor da vida, como dom e compromisso”.

Confira a mensagem na íntegra:

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Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Iniciamos a Quaresma, tempo forte de oração e conversão em que nos preparamos para celebrar o grande mistério da Ressurreição do Senhor.

Durante quarenta dias, somos convidados a refletir sobre o significado mais profundo da vida, certo de que somente em Cristo e com Cristo encontramos resposta para o mistério do sofrimento e da morte. Não fomos criados para a morte, mas para a vida e a vida em plenitude, a vida eterna (cf. Jo 10,10).

Alegro-me que, há mais de cinco décadas, a Igreja do Brasil realize, no período quaresmal, a Campanha da Fraternidade, anunciando a importância de não separar a conversão do serviço aos irmãos e irmãs, sobretudo os mais necessitados. Neste ano, o tema da Campanha trata justamente do valor da vida e da nossa responsabilidade de cuidá-la em todas as suas instâncias, pois a vida é dom e compromisso; é presente amoroso de Deus, que devemos continuamente cuidar. De modo particular, diante de tantos sofrimentos que vemos crescer em toda parte, que “provocam os gemidos da irmã terra, que se unem os gemidos dos abandonados do mundo, com um lamento que reclama de nós outro rumo” (Carta Enc. Laudato Si’, 53), somos chamados a ser uma Igreja samaritana (cf. Documento de Aparecida, 26).

Por isso, estejamos certos de que a superação da globalização da indiferença (cf. Exort. Ap. Evangelii gaudium, 54) só será possível se nos dispusermos a imitar o Bom Samaritano (cf. Lc 10, 25-37). Esta Parábola, que tanto nos inspira a viver melhor o tempo quaresmal, nos indica três atitudes fundamentais: ver, sentir compaixão e cuidar. À semelhança de Deus, que ouve o pedido de socorro dos que sofrem (cf. Sl 34,7), devemos abrir nossos corações e nossas mentes para deixar ressoar em nós o clamor dos irmãos e irmãs necessitados de serem nutridos, vestidos, alojados, visitados (cf. Mt 25, 34-40).

Queridos amigos, a Quaresma é um tempo propício para que, atentos à Palavra de Deus que nos chama à conversão, fortaleçamos em nós a compaixão, nos deixemos interpelar pela dor de quem sofre e não encontra quem o ajude. É um tempo em que a compaixão se concretiza na solidariedade, no cuidado. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5,7)!

Por intercessão de Santa Dulce dos Pobres, que tive a alegria de canonizar no passado mês de outubro e que foi apresentada pelos Bispos do Brasil como modelo para todos os que veem a dor do próximo, sentem compaixão e cuidam, rogo ao Deus de Misericórdia que a Quaresma e a Campanha da Fraternidade, inseparavelmente vividas, sejam para todo o Brasil um tempo em que se fortaleça o valor da vida, como dom e compromisso.

Envio a todos e cada um a Bênção Apostólica, pedindo que nunca deixem de rezar por mim.

Vaticano, 26 de fevereiro de 2020 

Fonte: Vatican News

Santa Águeda, protetora contra as doenças mamárias

Santa Águeda é uma das mais gloriosas heroínas da Igreja primitiva. Sua intercessão chega a ser invocada no cânone da Santa Missa. Também conhecida como Ágata, ela viveu entre os anos de 235 e 251.

Natural da Sicília, a jovem que pertencia a uma das famílias mais nobres da sua terra consagrou-se a Deus fazendo voto da castidade. A devoção popular foi atribuindo à sua vida, desde a antiguidade e ao longo dos séculos, uma série de versões romantizadas, que ganharam ainda mais extensão a partir da publicação da Legenda Áurea, em 1288 – mais de mil anos após o seu martírio. Entre lendas e lendas, não há informações fiáveis a respeito da sua morte – exceto o fato de que Santa Águeda realmente existiu e realmente foi martirizada com brutalidade.

Os relatos populares

Os relatos que foram passando de geração em geração dão conta de que o governador Quinciano, sabendo da formosura e grande riqueza de Águeda, resolveu acusá-la do “crime” de pertencer à religião cristã e mandou prendê-la. Vendo-se nas mãos dos perseguidores, ela exclamou:

“Jesus Cristo, Senhor de todas as coisas, vós vedes o meu coração e conheceis os seus desejos. Tomai posse de mim e de tudo que me pertence. Sois o Pastor, meu Deus; sou vossa ovelha. Fazei que seja digna de vencer o demônio”.

O governador ficou tomado de violenta paixão pela nobre cristã e se atreveu a importuná-la com propostas indecorosas. Águeda, indignada, rejeitou-lhe as impertinências e declarou preferir morrer a macular o nome de cristã.

Quintiano aparentemente desistiu de seus planos diabólicos, mas mandou entregar a donzela aos “cuidados” de uma mulher devassa chamada Afrodísia. Depois de um trabalho inútil de trinta dias tentando “mudar os conceitos” de Águeda, Afrodísia pediu a Quinciano que a levasse embora de sua casa.

O longo martírio

Começou então o martírio da nobre siciliana. Disse-lhe o governador em pleno tribunal:

“Não te envergonhas de rebaixar-te à escravidão do cristianismo quando pertences a uma família nobre?”

Águedalhe respondeu:

“Servir a Cristo é liberdade e está acima de todas as riquezas dos reis”.

Em réplica, Águeda recebeu bofetadas tão barbaramente aplicadas que lhe causaram hemorragia no nariz.

Depois desta e de outras brutalidades, a santa mártir foi encerrada no cárcere sob ainda mais graves ameaças de tortura se não abandonasse a religião de Jesus Cristo.

O dia seguinte trouxe a realização dessas iniquidades. O tirano ordenou que a donzela fosse esticada, seus membros desconjuntados, seu corpo queimado com chapas de cobre em brasa e seus seios mutilados com torqueses de ferro. Ao ouvir em particular a sentença a esta última brutalidade, Águeda respondeu ao juiz:

“Não te envergonhas de mutilar numa mulher o que tua mãe te deu para te aleitar?”

É este episódio a raiz da devoção a Santa Águeda como especial intercessora nos casos de doenças mamárias.

A visão de São Pedro

Após essas torturas crudelíssimas, Águeda foi levada novamente ao cárcere, entregue às dores indescritíveis. Deus, porém, que confunde os planos dos homens, veio em auxílio da sua pobre serva. Durante a noite, apareceu-lhe um venerável ancião que se dizia mandado por Jesus Cristo para lhe trazer alívio. O ancião, depois identificado como o Apóstolo São Pedro, elogiou a sua firmeza e a encorajou a permanecer impávida no caminho da vitória.

A visão desapareceu e, com muita admiração, Águeda se viu completamente restabelecida.

Cheia de gratidão, ela entoou cânticos de louvor à misericórdia e à bondade de Deus. Os guardas, ouvindo-a cantar, abriram a porta do cárcere e, vendo a mártir completamente curada, fugiram, cheios de pavor.

As companheiras de prisão de Águeda lhe aconselharam fugir. Mas ela disse:

“Deus me livre de abandonar a arena antes de ter segura em minha mão a palma da vitória!”

Passados quatro dias, foi novamente apresentada ao juiz, que não pôde senão admirar-se ao vê-la completamente restabelecida.

Águeda lhe disse:

“Vê e reconhece a onipotência de Deus, a Quem adoro. Foi Ele quem curou minhas feridas e me restituiu os seios. Como podes exigir de mim que O abandone? Não poderá haver tortura, por mais cruel que seja, que me separe do meu Deus!”

O juiz, porém, deu ordem para que Águeda fosse arrastada sobre vidros e brasas. Nesse momento, a cidade foi abalada por forte tremor de terra. Uma parede, bem próxima de Quinciano, desabou e sepultou dois dos seus amigos. O povo exigiu então a libertação da mártir:

“Eis o castigo que veio por causa do martírio da nobre donzela. Larga a tua inocente vítima, juiz perverso e sem coração!”

A morte

Águeda voltou ao cárcere e, em pé e de braços abertos, orou a Deus dizendo:

“Senhor, que desde a infância me protegestes, extinguistes em mim o amor ao mundo e me destes a graça de sofrer o martírio, ouvi as preces da vossa serva fiel e aceitai a minha alma”.

Santa Águeda acreditava que a morte seria um feliz final para as suas torturas. Um terremoto sacudiu naquele momento a prisão e ela veio enfim a falecer. Deus ouvira a voz de sua filha e a recebia em sua glória no ano 252.

O milagre do Etna

Passado um ano da morte da santa, a cidade siciliana de Catânia assistiu apavorada a uma erupção do monte Etna.

Em total aflição, o povo viu as ondas da lava ameaçarem a cidade e correu ao túmulo de Santa Águeda, tomando o véu que lhe cobria o rosto e estendendo-o contra a torrente de fogo. A cidade ficou a salvo do perigo da lava e este milagre começou a correr mundo. Até hoje, a mártir é venerada com imenso carinho pelo povo da Sicília.

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A partir de informações do blog Sanctorum

FESTA DE SÃO SEBASTIÃO 2020 Comunidade Buraco da Lagoa

FESTA DE SÃO SEBASTIÃO 2020 Comunidade Buraco da Lagoa.

Pão em todas as mesas

A paróquia de São Francisco de Assis – Lagoa Nova/RN realiza mais uma festa de São Sebastião padroeiro da comunidade rural Buraco da Lagoa. A festa é conduzida todos os anos pelo Diácono Edival Coutinho juntamente com o conselho da capela e equipes da festa. No dia 09 de janeiro o pároco Pe. José Mário preside a missa de abertura às 19 horas . Neste ano a comunidade tem um motivo a mais para festejar e agradecer a Deus, pois no dia 19 Dom Antônio Carlos bispo diocesano de Caicó presidirá a missa de encerramento na qual abençoará a capela que passou por uma grande reforma e ampliação.

MENSAGEM

Quando falamos em Eucaristia, pensamos logo no pão e no vinho, mas, antes de significar os alimentos da ceia, a Eucaristia é em primeiro lugar a própria ceia, isto é, a comunhão das pessoas ali reunidas. A comunidade cristã, reunida como assembleia litúrgica, é o primeiro sacramento eucarístico. O adágio célebre de Henry de Lubac: “A Igreja faz a Eucaristia e a Eucaristia faz a Igreja”, foi retomado no próprio título da encíclica do papa São João Paulo II: “Ecclesia da Eucharistia”.

            O cardeal Carlo Maria Martini, arcebispo de Milão, afirmava: “A Eucaristia é a forma da vida da Igreja”. Tal declaração acentua o caráter sacramental da Igreja. Isso significa seu aspecto de comunhão com o Senhor e sua dimensão de fermento de relação fraterna. A Eucaristia recorda sempre à Igreja sua natureza de comunidade concreta, assembleia reunida, como expressa o seu próprio nome: Ekklesia, assembleia convocada por Deus aqui e agora, como sacramento de comunhão universal de todo o povo de Deus.

(Texto base do XVIII Congresso eucarístico nacional)

            No período de 09 a 19 de janeiro, caminharemos com São Sebastião, nosso padroeiro, o grande modelo para todos os cristãos, a festa 2020 nos proporcionará a oportunidade de celebrar com toda a Igreja no Brasil o XVIII Congresso eucarístico nacional, que tem como tema: “Pão em todas as mesas”. Sendo assim, convidamos toda a comunidade para celebrarmos os louvores ao nosso glorioso padroeiro São Sebastião. Seja este momento  de paz, alegria e revigoramento da nossa fé, buscando entender com São Sebastião o verdadeiro sentido da Eucaristia.

A todos uma feliz e abençoada festa!

Pe. José Mário de Medeiros

Pároco

Diácono Edival Coutinho de Lima

Diácono Cícero Pedro da Silva Medeiros

Equipes da festa

PROGRAMAÇÃO RELIGIOSA

09/01 – QUINTA-FEIRA

18h30 – Carreata de abertura da festa, saindo da residência de D. Conceição em direção a capela, seguindo-se da benção dos veículos e hasteamento da bandeira.

19h – Celebração em ação de graças por todas as equipes e benfeitores da festa.

10/01 – SEXTA-FERA

19h – 1ª Novena e benção do Santíssimo Sacramento.

TEMA: O sacramento da assembleia à luz do concílio vaticano II (texto base).

Noitários: Macambira I, II, Comunidade Ludugeros, Sítio São Francisco.

11/01 – SÁBADO

18h30 – Ofício de Nossa Senhora

19h – 2ª Novena e benção do Santíssimo Sacramento.

TEMA: A Eucaristia centro da vida cristã (Êx 16, 1-15)

Noitários: Comunidade Baixa Grande, Juventude, desportistas, crismandos e funcionários públicos.

12/01 – DOMINGO

19h – 3ª Novena e benção do Santíssimo Sacramento.

TEMA: Eucaristia: expressão litúrgica da entrega máxima por amor (Jo 13, 1-20)

Noitários: Umarizeiro I e II, P.A José Milanês e Distrito de Manoel Domingos.

13/01 – SEGUNDA-FEIRA

19h – 4ª Novena e benção do Santíssimo Sacramento.

TEMA: A sacralidade da refeição em comum (Lc 8, 1-3).

Noitários: P.A Santana, Sítio de Dentro , crianças da catequese, catequistas, todas as crianças da comunidade e  Escola M. Monsenhor Paulo Herôncio de Melo.

14/01 – TERÇA-FEIRA

19h – 5ª Novena e benção do Santíssimo Sacramento.

TEMA: A Eucaristia pão que vem do céu (Jo 6, 32 -40).

Noitários: Escola M. Nossa Senhora da Conceição, Ministros extraordinários da Comunhão Eucarística e grupo dos homens missionários.

15/01 – QUARTA-FEIRA

18h30 – Recitação do terço de Nossa Senhora com os homens e suas famílias.

19h – 6ª Novena e benção do Santíssimo Sacramento.

TEMA: Fazei isto em memória de mim (Lc 22, 19-20).

Noitários: Grupo de cânticos das comunidades vizinhas, homens do terço e suas famílias, casais do ECC e todos os casais.

16/01 – QUINTA-FEIRA

18h30 – Recitação do terço de Nossa Senhora com as mulheres e suas famílias.

19h – 7ª Novena e benção do Santíssimo Sacramento.

TEMA: Maria, mulher Eucarística (Lc 1, 26-38).

Noitários: Noite dedicada a Matriz, Legião de Maria, Prefeitura Municipal, Câmara de vereadores, EMATER, sindicato dos trabalhadores (as) rurais, todas as secretarias municipais e CONISA.

17/01 – SEXTA-FEIRA

19h – 8ª Novena e benção do Santíssimo Sacramento.

TEMA: O Magnificat do pão em todas as mesas (At 4, 32-35).

Noitários: Apostolado da oração, todos os assentados, comerciantes, agricultores, aposentados, associações rurais e afilhados (as) de São Sebastião.

18/01 – SÁBADO

19h – 9ª Novena e benção do Santíssimo Sacramento.

TEMA: Uma Igreja em saída que se alimenta da ceia Eucarística: Ide as praças, ruas, caminhos e atalhos (Lc 14, 15-24).

Noitários: Comunidade Buraco da Lagoa, Mar Vermelho, Chã do Espinheiro, grupo de cânticos de São Sebastião, visitantes, devotos (as) de São Sebastião, benfeitores e equipes da festa de São Sebastião.

19/01 – DOMINGO

10h – Celebração dos batizados. 16h – Missa solene da festa, presidida pelo nosso bispo diocesano Dom Antônio Carlos, e benção das novas instalações da capela de São Sebastião. Procissão, palavras de agradecimentos e descerramento da bandeira.

PROGRAMAÇÃO SOCIAL

09/01 – Apresentação das garotas da festa.

10/01 – Chá da amizade (homens do terço).

11/01 – Sorteio de prêmios e leilão popular.

12/01 – Leilão de doces e salgados.

13/01 – 1ª Noite da lanchonete de São Sebastião com vendas de comidas típicas.

14/01 – 2ª Noite da lanchonete de São Sebastião com vendas de comidas típicas.

15/01 – Quermesse e festival de sucos na lanchonete de São Sebastião.

16/01 – Jantar de São Sebastião.

17/01 – 14º bolo de São Sebastião.

18/01 – Leilão de São Sebastião.

19/01 – Após a procissão, festival de prêmios (12 prêmios), apresentação final das garotas da festa, vendas de sopa e cachorro quente.

NOTAS

  • Rendemos graças pelos 15 anos de ordenação diaconal e atuação pastoral do Diácono Edival Coutinho nesta comunidade.
  • Doações para o leilão, procurar a equipe responsável.
  • Gratidão ao professor Luciano Pereira, padrinho do andor de São Sebastião.
  • O casal que for padrinho de batismo deverá ser casado na Igreja, os mesmos juntamente com os pais deverão conduzir durante a semana, o registro da criança e as carteirinhas de preparação, para fazer as anotações na secretaria paroquial.
  • Os afilhados (as) deverão procurar seu envelope no plantão do dízimo para trazer sua oferta generosa.
  • Seja um dizimista fiel, Deus ama quem dá com alegria.
  • As comunidades rurais que forem homenageadas durante o novenário deverão conduzir a imagem do seu padroeiro.
  • A nossa gratidão as várias equipes voluntárias e aos benfeitores que se doam para o bom êxito da nossa festa.
  • Toda comunidade deve participar e ajudar nas promoções sociais em benefício da nossa capela.
  • Os devotos são convidados para doar fogos para serem queimados no dia 20/01 (DIA DE SÃO SEBASTIÃO).

A vida é sacra, não ceder a formas de eutanásia: mensagem do Papa para o Dia do Enfermo

“Lembremo-nos de que a vida é sacra e pertence a Deus, sendo por conseguinte inviolável e indisponível. A vida há de ser acolhida, tutelada, respeitada e servida desde o seu início até à morte”, escreve o Papa.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

“Vinde a Mim”: as palavras de Cristo dirigidas à humanidade aflita e sofredora inspiraram a Mensagem do Papa Francisco para Dia Mundial do Enfermo, divulgada esta sexta-feira (03/01)

A 28º edição será celebrada, como todos os anos, no dia 11 de fevereiro, dia de Nossa Senhora de Lourdes. O tema para 2020 foi extraído do Evangelho de Mateus 11, 28: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos”.

“No XXVIII Dia Mundial do Enfermo, Jesus dirige este convite aos doentes e oprimidos, aos pobres cientes de dependerem inteiramente de Deus para a cura de que necessitam sob o peso da provação que os atingiu. A quem vive na angústia devido à sua situação de fragilidade, sofrimento e fraqueza, Jesus Cristo não impõe leis, mas, na sua misericórdia oferece-Se a Si mesmo, isto é, a sua pessoa que dá alívio.”

Ao tratamento, acrescentar o amor

Jesus tem esses sentimentos, prossegue o Pontífice, porque Ele mesmo viveu em primeira pessoa o sofrimento humano e só quem passa por esta experiência poderá ser de conforto aos demais.

De fato, constata o Papa, nota-se por vezes falta de humanidade na relação com os doentes. Ao tratamento, deve-se somar a solicitude, ou seja, o amor, sem esquecer com o enfermo há uma família que também ela pede conforto e proximidade.LEIA TAMBÉM03/01/2020

Mensagem do Papa Francisco para o 28º Dia Mundial do Enfermo

É de Cristo que vem a luz para superar este momento de provação. Nele, os doentes encontrarão força para ultrapassar as inquietações e interrogativos que surgem nesta «noite» do corpo e do espírito. É verdade que Cristo não nos deixou receitas, mas, com a sua paixão, morte e ressurreição, liberta-nos da opressão do mal.

Nesta condição, reforça Francisco, a Igreja quer ser, cada vez mais e melhor, a «estalagem» do Bom Samaritano que é Cristo, isto é, a casa onde os enfermos podem encontrar a sua graça, que se expressa na familiaridade, no acolhimento, no alívio.

Não ceder a formas de eutanásia

A este ponto, o Papa fez uma menção aos profissionais da saúde, que colocam suas competências em prol do enfermo. E recorda que o substantivo “pessoa” deve vir antes do adjetivo “enfermo”.

Assim, a ação de médicos e enfermeiros têm que ter em vista “constantemente a dignidade e a vida da pessoa, sem qualquer cedência a atos de natureza eutanásica, de suicídio assistido ou supressão da vida, nem mesmo se for irreversível o estado da doença”.

Quando os profissionais da saúde se deparam com os limites e o possível fracasso da medicina, são chamados a se abrir à dimensão transcendente, “que pode oferecer o sentido pleno da profissão”. E lamentou que em contextos de guerras e conflitos, os profissionais e as estruturas de saúde podem ser atacados como forma de represália política.

“Lembremo-nos de que a vida é sacra e pertence a Deus, sendo por conseguinte inviolável e indisponível. A vida há de ser acolhida, tutelada, respeitada e servida desde o seu início até à morte”, escreve o Papa. Trata-se de uma exigência não só que vem da fé em Deus, mas da própria razão.

E Francisco pede que a objeção de consciência se torne uma opção necessária para que os profissionais da saúde permaneçam coerentes com esta abertura à vida. Quando não se pode curar, pode-se sempre cuidar com gestos e procedimentos que proporcionem amparo e alívio ao doente.

Acesso negado à saúde

Por fim, o Papa reserva seu pensamento a tantos irmãos no mundo que não têm acesso aos cuidados médicos porque vivem na pobreza.

“Por isso, dirijo-me às instituições sanitárias e aos governos de todos os países do mundo, pedindo-lhes que não sobreponham o aspecto econômico ao da justiça social.”

Francisco conclui confiando todos as pessoas que carregam “o fardo da doença” à Virgem Maria, bem como suas famílias, todos os profissionais e voluntários.

https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2020-01/mensagem-dia-mundial-enfermo-papa-francisco-vida-sacra.html

Momento Mariano – Semana Missionária

Maria, mulher de fé, foi plenamente evangelizada, é a mais perfeita discípula e evangelizadora (cf. Jo 2, 1-12).

Durante esta semana está acontecendo a Semana Missionária, e nesta segunda-feira (21) além dos encontros nas famílias dos setores missionários, aconteceu também a visita da imagem de Nossa Senhora a capela de Nossa Senhora da Conceição, onde o Diácono Cícero celebrou com as comunidades Distrito de Manoel Domingos e Assentamento José Milanês

e capela de Santo Antônio, onde o Diácono Edival celebrou com as Comunidades São Francisco, Assentamento Santana, Sitio de Dentro e Assentamento São Pedro.

Os diáconos celebraram a palavra, refletindo sobre o papel de Maria como primeira discípula e missionária. Ao final realizaram a consagração e rezaram por todos os missionários.

Nesta terça-feria a imagem de Nossa Senhora visita a capela de Santa Rita de Cássia.

Deus abençoe os missionários presentes em todas as comunidades paroquiais.

SEMANA MISSIONÁRIA PAROQUIAL

BATIZADOS E ENVIADOS A IGREJA DE CRISTO EM MISSÃO NO MUNDO

AGENDA DA SEMANA

Dia 20 – Domingo Abertura da Semana Missionária

19h ­Missa com a bênção do envio dos missionários, na matriz e nas comunidades onde tiver celebrações.

Nos dias 21,22, 23, 25 e 26 – acontecem os encontros nas famílias dos setores missionários e comunidades rurais.

Dia 21 – Segunda-feira

19h – Visita da imagem de Nossa Senhora Aparecida com celebração no Sítio São Francisco juntamente com as comunidades – P.A Santana/Sítio de Dentro e P.A São Pedro

19h – Visita da imagem de Nossa Senhora Aparecida com celebração no Distrito Manoel Domingos capela de N.Srª. da Conceição  juntamente com o P.A José Milanês

Dia 22 – Terça-feira

17h – Caminhada jovem pelas ruas da cidade com motivações sobre a semana missionária

Saída do Posto Santo Antônio até o Bairro Jesus Menino

19h – Visita da imagem de Nossa Senhora Aparecida com celebração da Coroa de Santa Rita No Sítio Santa Rita juntamente com as comunidades Baixa Verde/Massangana/Filgueira/Sítio Ceará e Canta Galo.

Dia 23 – Quarta-feira

17h – Missa na capela de Santa Luzia – Macambira

19h – Missa com visita da imagem de Nossa Senhora Aparecida no Sítio do Meio capela de Santo Expedito.

19h – Visita da imagem de Nossa Senhora Aparecida com celebração na capela de Nossa Senhora das Graças juntamente com as comunidades Macambira/ Ludugeros e cabeço dos Ferreiras.

Dia 24 – Quinta-feira – Hora Santa na matriz e em todas as capelas onde há o sacrário

16h – Hora Santa – Capela São Raimundo Nonato Clavinote

18h – Hora da graça com bênção do Santíssimo e Missa na matriz

19h – Hora Santa – Capela de Santa Luzia Sítio Umarizeiro

19h – Hora Santa – Capela de Nossa Senhora das Graças P.A José Milanês

19h – Hora Santa – Capela de Nossa Senhora da Conceição Distrito

19h – Hora Santa – Capela Santana P.A Santana

19h – Hora Santa – Capela de São Sebastião Sítio Buraco da Lagoa

Dia 25 – Sexta-feira

5h – Caminhada penitencial saindo da casa paroquial até o Cruzeiro da Baraúna onde haverá a missa e café partilhado.

16h30 – Missa na capela de Santana

19h – Missa com visita da imagem de Nossa Aparecida no P.A Serrano juntamente com as comunidades Serra do Meio, Ponta de Linha e Baixa Grande.

Dia 26 – Sábado

16h – Missa com visita da imagem de Nossa Aparecida na capela da Sagrada Família Sítio Umarizeiro juntamente com as famílias da capela Santa Luzia

19h – Missa com visita da imagem de Nossa Aparecida capela de São Sebastião Sítio Buraco da Lagoa.

Dia 27 – Domingo – 6ª ROMARIA DAS COMUNIDADES “CELEBRANDO O MÊS MISSIONÁRIO EXTRAORDINÁRIO”

16h – Concentração na capela de Nossa Senhora das Graças – Sítio Macambira

Romaria até a capela de Nossa Senhora Aparecida – Comunidade Ludugeros

Missa em ação de graças

Papa: a oração é condição indispensável para a missão do cristão

“Que todo batizado tome uma viva consciência da necessidade de cooperar no anúncio do Reino de Deus por meio de um compromisso renovado”

Papa Francisco dedicou sua mensagem do Ângelus deste domingo (20) ao compromisso do cristão em anunciar a Palavra de Deus.

Por ocasião especial do Dia Mundial das Missões, que recorda milhares de missionários atuando no mundo, o Pontífice exortou “que todo batizado tome uma viva consciência da necessidade de cooperar no anúncio do Reino de Deus por meio de um compromisso renovado”.

Essa responsabilidade missionária de toda a Igreja foi enfatizada inclusive 100 anos atrás, lembrou Francisco, com a Carta Apostólica Maximum Illud do Papa Bento XV. O documento tinha o objetivo de “requalificar evangelicamente a missão no mundo”.

“No contexto transformado de hoje, a mensagem de Bento XV é ainda atual e nos estimula a superar a tentação de qualquer fechamento autorreferencial e de toda forma de pessimismo pastoral para nos abrirmos à alegre novidade do Evangelho. Em nosso tempo, marcado por uma globalização que deveria ser solidária e respeitosa com a particularidade dos povos e que, ao invés disso, sofre ainda da homologação e dos velhos conflitos de poder que alimentam guerras e arruínam o planeta, nesse tempo que é assim, os crentes são chamados a levar a todos os lugares, com novo ímpeto, a boa nova de que em Jesus a misericórdia vence o pecado, a esperança vence o medo, a fraternidade vence a hostilidade. Cristo é a nossa paz e n’Ele toda divisão é superada, n’Ele só tem a salvação de todo homem e de todo povo.”

O Papa continuou encorajando os missionários do Evangelho e finalizou:

“Para viver em plenitude a missão, há uma condição indispensável: a oração, uma oração fervorosa e incessante, segundo o ensinamento de Jesus proclamado também no Evangelho de hoje, em que ele conta uma parábola «sobre a necessidade de rezar sempre, sem nunca se cansar” (Lc 18: 1). Hoje também é uma boa oportunidade para nos perguntar: eu rezo para os missionários? Rezo por aqueles que vão para longe levar a Palavra de Deus com o testemunho? Vamos pensar.”

FONTE: (Vatican News)

Inscrições abertas para Simpósio Ecumênico 2020

Estão abertas as inscrições para o Simpósio Ecumênico 2020 que a Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove 31 de janeiro a 2 de fevereiro do próximo ano, no Centro de Convivência Mãe do Bom Conselho, em Jundiaí (SP). O tema desta edição é: “Violência em nome de Deus? Em tempos de ódio, injustiça e indiferença, educar para a paz”.

“Um dos aspectos peculiares da maioria dos conflitos contemporâneos é a aparente, e por vezes, drástica associação entre violência e religião. Em várias religiões do mundo, a religião é usada e manipulada incorretamente para justificar conflitos, agressões e assassinatos deliberados a seres humanos”, diz trecho do documento “Educação para a Paz em um mundo multi-religioso: uma perspectiva cristã”, do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, usado no material de divulgação.

Para o bispo de Cornélio Procópio (PA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB, as religiões têm o papel de promover a paz.

O Simpósio Ecumênico terá como conferencistas o Pastor Rudolf Von Sinner, pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, professor de Teologia Sistemática e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Teologia da PUC Paraná e o professor Luiz José Dietrich, professor da PUC Paraná e assessor nacional do Centro de Estudos Bíblicos (Cebi).

Confira mais detalhes sobre a atividade aqui:

Fonte: cnbb.org.br

MOVIMENTO DAS MÃES QUE ORAM PELOS FILHOS PARTICIPA DO 1º ENCONTRO DIOCESANO DO GRUPO

No último sábado dia 19 de outubro a nossa Paróquia esteve representada no município de de Equador para participar do 1º Encontro Diocesano do Movimento Mães que oram pelos filhos.

Para os organizadores do evento "foram momentos de verdadeiras bênçãos, graças, orações, partilhas, aprendizados e muita emoção tomou todos os participantes daquele momento especial".

De nossa paróquia foram 46 mães que nos relataram a alegria de ter participado de um momento tão reflexivo e de aprofundamento sobre o verdadeiro sentido de grupo que é a busca de oração por seus filhos.

O grupo se reúne às quartas-feiras a partir das 19h para orarem em nossa Matriz. Participe!!!

FONTE: Fabiana Dantas (Coordenadora do Movimento Lagoa Nova) e Paróquia de São Sebastião - Equador

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES DE 2019

[20 de outubro de 2019]

Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo

Queridos irmãos e irmãs!

Pedi a toda a Igreja que vivesse um tempo extraordinário de missionariedade no mês de outubro de 2019, para comemorar o centenário da promulgação da Carta apostólica Maximum illud, do Papa Bento XV (30 de novembro de 1919). A clarividência profética da sua proposta apostólica confirmou-me como é importante, ainda hoje, renovar o compromisso missionário da Igreja, potenciar evangelicamente a sua missão de anunciar e levar ao mundo a salvação de Jesus Cristo, morto e ressuscitado.

O título desta mensagem – «batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo» – é o mesmo do Outubro Missionário. A celebração deste mês ajudar-nos-á, em primeiro lugar, a reencontrar o sentido missionário da nossa adesão de fé a Jesus Cristo, fé recebida como dom gratuito no Batismo. O ato, pelo qual somos feitos filhos de Deus, sempre é eclesial, nunca individual: da comunhão com Deus, Pai e Filho e Espírito Santo, nasce uma vida nova partilhada com muitos outros irmãos e irmãs. E esta vida divina não é um produto para vender – não fazemos proselitismo –, mas uma riqueza para dar, comunicar, anunciar: eis o sentido da missão. Recebemos gratuitamente este dom, e gratuitamente o partilhamos (cf. Mt 10, 8), sem excluir ninguém. Deus quer que todos os homens sejam salvos, chegando ao conhecimento da verdade e à experiência da sua misericórdia por meio da Igreja, sacramento universal da salvação (cf. 1 Tm 2, 4; 3, 15; Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Lumen gentium, 48).

A Igreja está em missão no mundo: a fé em Jesus Cristo dá-nos a justa dimensão de todas as coisas, fazendo-nos ver o mundo com os olhos e o coração de Deus; a esperança abre-nos aos horizontes eternos da vida divina, de que verdadeiramente participamos; a caridade, que antegozamos nos sacramentos e no amor fraterno, impele-nos até aos confins da terra (cf. Miq 5, 3; Mt 28, 19; At 1, 8; Rm 10, 18). Uma Igreja em saída até aos extremos confins requer constante e permanente conversão missionária. Quantos santos, quantas mulheres e homens de fé nos dão testemunho, mostrando como possível e praticável esta abertura ilimitada, esta saída misericordiosa ditada pelo impulso urgente do amor e da sua lógica intrínseca de dom, sacrifício e gratuidade (cf. 2 Cor 5, 14-21)!

Sê homem de Deus, que anuncia Deus (cf. Carta ap. Maximum illud): este mandato toca-nos de perto. Eu sou sempre uma missão; tu és sempre uma missão; cada batizada e batizado é uma missão. Quem ama, põe-se em movimento, sente-se impelido para fora de si mesmo: é atraído e atrai; dá-se ao outro e tece relações que geram vida. Para o amor de Deus, ninguém é inútil nem insignificante. Cada um de nós é uma missão no mundo, porque fruto do amor de Deus. Ainda que meu pai e minha mãe traíssem o amor com a mentira, o ódio e a infidelidade, Deus nunca Se subtrai ao dom da vida e, desde sempre, deu como destino a cada um dos seus filhos a própria vida divina e eterna (cf. Ef 1, 3-6).

Esta vida é-nos comunicada no Batismo, que nos dá a fé em Jesus Cristo, vencedor do pecado e da morte, regenera à imagem e semelhança de Deus e insere no Corpo de Cristo, que é a Igreja. Por conseguinte, neste sentido, o Batismo é verdadeiramente necessário para a salvação, pois garante-nos que somos filhos e filhas, sempre e em toda parte: jamais seremos órfãos, estrangeiros ou escravos na casa do Pai. Aquilo que, no cristão, é realidade sacramental – com a sua plenitude na Eucaristia –, permanece vocação e destino para todo o homem e mulher à espera de conversão e salvação. Com efeito, o Batismo é promessa realizada do dom divino, que torna o ser humano filho no Filho. Somos filhos dos nossos pais naturais, mas, no Batismo, é-nos dada a paternidade primordial e a verdadeira maternidade: não pode ter Deus como Pai quem não tem a Igreja como mãe (cf. São Cipriano, A unidade da Igreja, 4).

Assim, a nossa missão radica-se na paternidade de Deus e na maternidade da Igreja, porque é inerente ao Batismo o envio expresso por Jesus no mandato pascal: como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós, cheios de Espírito Santo para a reconciliação do mundo (cf. Jo 20, 19-23; Mt 28, 16-20). Este envio incumbe ao cristão, para que a ninguém falte o anúncio da sua vocação a filho adotivo, a certeza da sua dignidade pessoal e do valor intrínseco de cada vida humana desde a conceção até à sua morte natural. O secularismo difuso, quando se torna rejeição positiva e cultural da paternidade ativa de Deus na nossa história, impede toda e qualquer fraternidade universal autêntica, que se manifesta no respeito mútuo pela vida de cada um. Sem o Deus de Jesus Cristo, toda a diferença fica reduzida a ameaça infernal, tornando impossível qualquer aceitação fraterna e unidade fecunda do género humano.

O destino universal da salvação, oferecida por Deus em Jesus Cristo, levou Bento XV a exigir a superação de todo o fechamento nacionalista e etnocêntrico, de toda a mistura do anúncio do Evangelho com os interesses económicos e militares das potências coloniais. Na sua Carta apostólica Maximum illud, o Papa lembrava que a universalidade divina da missão da Igreja exige o abandono duma pertença exclusivista à própria pátria e à própria etnia. A abertura da cultura e da comunidade à novidade salvífica de Jesus Cristo requer a superação de toda a indevida introversão étnica e eclesial. Também hoje, a Igreja continua a necessitar de homens e mulheres que, em virtude do seu Batismo, respondam generosamente à chamada para sair da sua própria casa, da sua família, da sua pátria, da sua própria língua, da sua Igreja local. São enviados aos gentios, ao mundo ainda não transfigurado pelos sacramentos de Jesus Cristo e da sua Igreja santa. Anunciando a Palavra de Deus, testemunhando o Evangelho e celebrando a vida do Espírito, chamam à conversão, batizam e oferecem a salvação cristã no respeito pela liberdade pessoal de cada um, em diálogo com as culturas e as religiões dos povos a quem são enviados. Assim a missio ad gentes, sempre necessária na Igreja, contribui de maneira fundamental para o processo permanente de conversão de todos os cristãos. A fé na Páscoa de Jesus, o envio eclesial batismal, a saída geográfica e cultural de si mesmo e da sua própria casa, a necessidade de salvação do pecado e a libertação do mal pessoal e social exigem a missão até aos últimos confins da terra.

A coincidência providencial do Mês Missionário Extraordinário com a celebração do Sínodo Especial sobre as Igrejas na Amazónia leva-me a assinalar como a missão, que nos foi confiada por Jesus com o dom do seu Espírito, ainda seja atual e necessária também para aquelas terras e seus habitantes. Um renovado Pentecostes abra de par em par as portas da Igreja, a fim de que nenhuma cultura permaneça fechada em si mesma e nenhum povo fique isolado, mas se abra à comunhão universal da fé. Que ninguém fique fechado em si mesmo, na autorreferencialidade da sua própria pertença étnica e religiosa. A Páscoa de Jesus rompe os limites estreitos de mundos, religiões e culturas, chamando-os a crescer no respeito pela dignidade do homem e da mulher, rumo a uma conversão cada vez mais plena à Verdade do Senhor Ressuscitado, que dá a verdadeira vida a todos.

A este respeito, recordo as palavras do Papa Bento XVI no início do nosso encontro de Bispos Latino-Americanos na Aparecida, Brasil, em 2007, palavras que desejo transcrever aqui e subscrevê-las: «O que significou a aceitação da fé cristã para os povos da América Latina e do Caribe? Para eles, significou conhecer e acolher Cristo, o Deus desconhecido que os seus antepassados, sem o saber, buscavam nas suas ricas tradições religiosas. Cristo era o Salvador que esperavam silenciosamente. Significou também ter recebido, com as águas do Batismo, a vida divina que fez deles filhos de Deus por adoção; ter recebido, outrossim, o Espírito Santo que veio fecundar as suas culturas, purificando-as e desenvolvendo os numerosos germes e sementes que o Verbo encarnado tinha lançado nelas, orientando-as assim pelos caminhos do Evangelho. (…) O Verbo de Deus, fazendo-Se carne em Jesus Cristo, fez-Se também história e cultura. A utopia de voltar a dar vida às religiões pré-colombianas, separando-as de Cristo e da Igreja universal, não seria um progresso, mas uma regressão. Na realidade, seria uma involução para um momento histórico ancorado no passado» [Discurso na Sessão Inaugural (13 de maio de 2007), 1: Insegnamenti III/1 (2007), 855-856].

A Maria, nossa Mãe, confiamos a missão da Igreja. Unida ao seu Filho, desde a encarnação, a Virgem colocou-se em movimento, deixando-se envolver-se totalmente pela missão de Jesus; missão que, ao pé da cruz, havia de se tornar também a sua missão: colaborar como Mãe da Igreja para gerar, no Espírito e na fé, novos filhos e filhas de Deus.

Gostaria de concluir com uma breve palavra sobre as Pontifícias Obras Missionárias, que a Carta apostólica Maximum illud já apresentava como instrumentos missionários. De facto, como uma rede global que apoia o Papa no seu compromisso missionário, prestam o seu serviço à universalidade eclesial mediante a oração, alma da missão, e a caridade dos cristãos espalhados pelo mundo inteiro. A oferta deles ajuda o Papa na evangelização das Igrejas particulares (Obra da Propagação da Fé), na formação do clero local (Obra de São Pedro Apóstolo), na educação duma consciência missionária das crianças de todo o mundo (Obra da Santa Infância) e na formação missionária da fé dos cristãos (Pontifícia União Missionária). Ao renovar o meu apoio a estas Obras, espero que o Mês Missionário Extraordinário de outubro de 2019 contribua para a renovação do seu serviço missionário ao meu ministério.

Aos missionários e às missionárias e a todos aqueles que de algum modo participam, em virtude do seu Batismo, na missão da Igreja, de coração envio a minha bênção.

Vaticano, 9 de junho – Solenidade de Pentecostes – de 2019.

FRANCISCO


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